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A cachaça é nossa: Dia 13/09 Dia Nacional da Cachaça

  Antes de falarmos do dia Nacional da Cachaça, que é comemorado no dia 13 de setembro, vamos entender um pouco sobre como surgiu nosso querido destilado e sua importância histórica e cultural.

    De certa forma podemos dizer que história da Cachaça acompanha a história do próprio Brasil, relatos abordam que seu surgimento foi ainda no período colonial e foi “descoberta” pelos escravos, no período do ciclo do açúcar. Curioso citar que o processo da fabricação ocorria somente quando a fabricação das rapaduras davam errado. Pois é ,a Cachaça foi um “acidente”, por incrível que pareça. No processo de fabricação das rapaduras, moía-se a cana de açúcar, fervia-se a garapa e deixava-se esfriar em formas, de forma que ficasse somente o extrato que era usado para adoçar as bebidas, como café, sucos entre outras. Porém uma vez ou outra esse processo dava errado, e o caldo fermentava e tinha que ser jogado fora, pois não era aproveitado para adoçar. Por sua vez esse caldo esverdeado e escuro era chamado pelos escravos de cagaça, remetendo a algo que se dava errado. Entretanto era consumido por alguns escravos, que após beber, trabalhavam com uma certa euforia e contentamento, fazendo até com que o trabalho rendesse mais.

historia-da-cachaça

    Alguns escravos armazenaram essas cagaças no engenho, aquele liquido já em processo de fermentação, evaporava e condensava devido as condições e as mudanças de temperaturas do local, onde tinham panelas, fornos e um grande fluxo de pessoas. Essa evaporação formava pingos da evaporação no teto do engenho, e pingava no chão, que teria dado origem a um dos apelidos do destilado: pinga. Com o tempo a pronúncia do nome cagaça veio a mudar-se sobre influências de outras bebidas. Foi uma junção do nome CACHAZA, que era um vinho fabricado a partir da borra de uva, e o procedimento de usar a garapa fermentada para amaciar a carne dos porcos cachaços, aqueles que eram criados soltos.

    Visto que os escravos trabalhavam entusiasmados, os senhores de engenho por sua vez incentivavam os escravos a consumir a bebida, com isso fez com que a bebida fosse adotada pela demais população, tendo um espaço importante na economia colonial, e sendo usada por comerciantes como moeda de troca. Mas para a corte portuguesa essa atitude era uma afronta ao poder da metrópole, e decretou a proibição da bebida para os negros.

   Mas a bebida foi se aperfeiçoando com o passar do tempo, passou a ser destilada, filtrada e seu processo de fermentação foi melhorado, como por exemplo com a adição de fubá, que permanece nos processo de produção de Cachaça Artesanal de alambique até hoje. Foi criado todo um mecanismo chamado Alambique, para que facilitasse a produção e melhorasse a qualidade do produto. Os primeiros alambiques eram feitos de barro e depois foram produzidos de cobre, que permanecem até hoje espalhados por todo Brasil.

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    Mesmo com o avanço da Cachaça, ela sempre viveu na ilegalidade, sendo consumido em sua maioria por escravos e pessoas com pouca renda, sua imagem ficou denegrida e associada a uma qualidade inferior às demais bebidas.

    Devido ao investimento nos engenhos e na melhora da produção da Cachaça ela se tornou concorrente direta da bagaceira, produzida por Portugal, e fez com que a população da colônia perdesse o interesse pela bebida portuguesa e desse mais atenção ao destilado nacional. Para intimidar os senhores de engenho e produtores de Cachaça, estabeleceu-se um decreto de lei da onde devia ser cobrado um imposto abusivo sobre a fabricação e venda da Cachaça. Inicialmente os produtores acataram as taxas, porém chegou em um certo momento, como acontece até hoje, que estava prejudicando-os e claro não estavam conseguindo arcar com seus custos e partiram pra ilegalidade. A corte ordenou até a destruição de alguns alambiques com a indignação com alguns revoltosos. O descontentamento dos produtores provocou uma rebelião contra a metrópole que em 1660,  data do marco histórico estabeleceu-se a Revolta da Cachaça.

Revolta da cachaça

    No dia 13 de Setembro de 1661 indignado com as leis decretadas na Carta Real que também em 13 de setembro do ano de 1649, proibia a venda e a comercialização em todo território colonial, os proprietários de alambique e de plantação de cana de açúcar tomaram o poder na cidade do Rio de Janeiro, por aproximadamente cinco meses. Após a tomada do poder os rebelados foram reprimidos pela corte com extrema violência e seu líder, Jerônimo Barbalho Bezerra é capturado, enforcado e decapitado. Como forma de repressão às revoltas, sua cabeça foi pendurada na cidade para amedrontar a população e evitar movimentos semelhantes.

    Após a luta de resistência da valorização da nossa querida Cachaça, comemora-se no dia 13 de Setembro o “Dia Nacional da Cachaça”, que foi aprovado em 2010 pela Comissão de Educação e da Câmara dos Deputados, após um projeto de lei do deputado Valdir Colatto.

    Sobre os processos que deram origem às técnicas de fabricação do nosso destilado nacional que começaram no período colonial e são usadas até hoje nos engenhos produtores de Cachaças Artesanais de Alambique, podemos apontar algumas curiosidades.

    Após um longo período do ciclo açucareiro, a cana-de-açúcar entrou em decadência no seculo XVII e a descoberta do ouro tomou seu lugar na economia nacional. Por este motivo, houve uma grande migração da população para o interior do país, mais especificamente Minas Gerais. Com isso era necessário transportar a produção das Cachaças que eram feitas em sua maioria em cidades litorâneas,  para Minas Gerais, onde tinha um grande mercado e oportunidades para o crescimento. Os produtores transportavam para o interior as cachaças brancas (puras) em barris de madeira e devido ao tempo que era gasto para transportá-los, através do contato com as madeiras, a cachaça acabava alterando o sabor, amarelando e tomando aromas diferenciados. Assim foi descoberto um processo de aperfeiçoamento do nosso destilado.

Transporte cachaça

    Devido a essa descoberta, os produtores viram a oportunidade de diferenciar as suas Cachaças das concorrentes. Com o aprimoramento da produção, a Cachaça começou a ter atenção dos nobres e ser consumida em banquetes do palácio e confraternizações. Foram criadas as linhas premium, composições e novas bebidas à base da Cachaça. Evoluíram também a Cachaça com misturas de frutas dentre outras derivações. Em um determinado teste por exemplo, juntaram cachaça com coco, gengibre e criaram o famoso Quentão, bebida típica de festas Juninas.

    Devemos destacar a importância da Cachaça na economia do país, que em 2016 gerou diversos empregos diretos e indiretos, e uma renda de aproximadamente 14 milhões de Dólares. Esta e outras informações esclarecemos nos posts  A Cachaça: do Brasil para o mundo, e no post Cachaça que nos alegra é a mesma que movimenta a economia, que fala um pouco da evolução da qualidade do nosso destilado e o seu devido valor na vida financeira do país.

Dia 13 está logo aí, então aproveite as promoções da Cachaçaria Nacional, para degustar uma Cachaça de qualidade e se alegrar comemorando o dia do destilado 100% brasileiro, que emprega, que gera renda e nos faz feliz, sempre com moderação!

E hoje, Dia Nacional da Cachaça teremos uma promoção imperdível, FRETE GRÁTIS em todas compras site da CN.

 

Rafael Araújo é empresário, co-fundador da Cachaçaria Nacional, especialista em cachaça e cerveja. Apaixonado pelo Galo (Atlético Mineiro), Crossfit, Triathlon, Corrida e Marketing Digital.

6 comentários em “A cachaça é nossa: Dia 13/09 Dia Nacional da Cachaça

  1. Eu como tantos outros considerava a cachaça como bebida de terceira.Mas conheci a Vecchio Albano,produzida por meu amigo eng.químico,Miguel Zocca de Americana e mudei de opinião.Qdo bem produzida é bebida digna dos melhores elogios.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Roberto Tadeu Gorios

    Deveria ser Feriado Nacional.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Pingback: Projeto Rabo de Galo Yaguara – Blog Oficial do Maior e-Commerce de Cachaças do Brasil

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